O Provedor
Como todos sabemos, os tempos que estamos a viver são muito difíceis. O desafio é enorme e não se sabe ao certo como vai terminar. Ainda assim, contínuo a acreditar que não estamos sozinhos nesta luta, e que o milagre é possível. As enormes dificuldades de tempo presente, serão vencidos com a cooperação e boa vontade dos muitos amigos da Misericórdia de Sangalhos. Todos eles merecem a nossa estima e apreço. Porém, quero realçar os nossos profissionais que diariamente cuidam das nossas crianças, dos nossos jovens e dos nossos seniores. Muitos deles, senão mesmo a totalidade, são de uma dedicação extrema, sem a qual, não seria possível superar as dificuldades da actividade diária da Instituição, que como se sabe, é já muito vasta. Todavia, não basta a sua dedicada colaboração, acompanhada pela Gestão Diária cuidada da Mesa Administrativa. Por disso, é indispensável que a Irmandade tenha um papel mais interventivo junto da Comunidade Local, sem o qual a Misericórdia terá sérias dificuldades em sobreviver, isto é, não poderá continuar a apoiar os mais necessitados.
Como todos sabemos, o Estado Social está em regressão. Certamente, vai continuar a ter um papel fulcral na resolução dos gravosos problemas sociais. Contudo, precisa do contributo da Sociedade Civil, para em pareceria se encontrar a melhor resposta aos problemas sociais que a todos nos preocupam.
A Misericórdia de Sangalhos sente-se corresponsável nessa enorme tarefa que todos temos pela frente. Mas, para isso, não sendo detentora de um elevado património, precisa do contributo material dos que tem posses consideráveis. As suas respostas Sociais têm uma função eminentemente social que devemos preservar, na sua especificidade. Todas são indispensáveis, a saber: Creche, Educação Pré-Escolar, Centro de Actividades dos Tempos Livres, Lar, Centro de Dia, Apoio Domiciliário, Acompanhamento/Atendimento Social, e Centro de Acolhimento Temporário de Crianças em Risco.
Manter estas Respostas Sociais em funcionamento deve ser um imperativo para toda a Comunidade Local.
Termino com o pensamento de um grande mestre da educação dos jovens, Baden-Powell, Fundador do Movimento Mundial Escutista:
“ Não recebemos paga ou recompensa por prestarmos serviço mas isso torna-nos homens livres. Não estamos a trabalhar para um patrão, mas para Deus e para a nossa consciência”.
Muito obrigado a todos pela vossa prestimosa colaboração. Ficamos a aguardar a vossa visita frequente ao nosso “Site”.
Bem-haja.
Sangalhos, 27 de Setembro de 2011
O Provedor
Manuel de Jesus Pinheiro Gamboa
| Anexo | Tamanho |
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